Duas batatas singelas, com autoridade, num conjunto de gente sem dignidade na derrota (poderia dizer que também não têm dignidade na vitória, mas para isso seria preciso vê-los a ganhar), se essa derrota for com o Glorioso. Duas batatas no Cientista (um treinador merdoso e medroso, um cancro do futebol, hipócrita e desonesto), duas batatas no atrasado mental do Cabeça de Cotonete (se é que percebeu alguma coisa do que se passou), duas batatas no Dias Ferreira (que até é capaz de ter espetado um palito numa gengiva), duas batatas no bucho do jumento do doutor dos maus fígados, duas batatas na alforreca do Rui Oliveira e Costa, duas batatas no Costeletinha (um camelo que acha que se veste bem apenas porque é magro; o 'ministro' - do Ambiente, talvez, dado o mau ambiente que já cria pelo balneário do Alvalixo), que já veste muito bem a camisola - desonesta e patética - dos dirigentes da agremiação dao Naval Sportem.
Duas batatas numa pobre imitação de um clube, numa agremiação de despeitados, numa clubeta que apenas existe por despeito a um clube, omnipresente e gigantesco, que os assombra e obceca. Duas batatas num conjunto de tristes que vieram jogar para o empate (como se um ponto lhes valesse de alguma coisa), apenas para se assumirem como empata-fodas.
Duas batatas em quem todos os dias vinca a sua pequenez e presta, inadvertidamente, vassalagem ao Benfica.
Duas batatas em quem só nos quer mal. E um ganda melão enfiado nos entrefolhos. Para gáudio do Salema.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
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